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    Conheça mais sobre a Ictiose, doença genética que sofre pelo preconceito

    No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, para cada 250 indivíduos, um nasce com ictiose, doença rara que faz a pele parecer como uma escama de peixe. A incidência da enfermidade pode ser diagnosticada ainda na primeira infância, embora existam casos do desenvolvimento tardio, já na fase adulta.  

    “A ictiose vulgar é a mais incidente, com 90% dos casos, mas têm formas recessivas mais graves que podem até levar a morte do paciente”, afirma o professor titular e chefe da residência de Dermatologia da Universidade Santo Amaro – Unisa, dr. Jayme Oliveira Filho.

    Tratamento

    Embora a doença não tenha cura, há tratamentos que ajudam a controlar, bem como hábitos que o portador pode ter e que a torna menos agressiva ao corpo. “Há produtos dermatológicos que ajudam a controlar a ictiose, como hidrantes específicos, com elementos que mantêm mais água na superfície cutânea. Outra orientação é evitar banhos demorados, em especial com água quente, pois isso ressaca ainda mais a pele”, recomenda o professor da Unisa. “Há casos em que o portador precisa tomar retinóides”, complementa Jayme Filho em referência a moléculas ricas em vitamina A.

    Prevenção

    Não há nada que se possa fazer para prevenir-se da ictiose, uma vez que trata-se uma doença congênita, ou seja, stá no gene de pessoas geneticamente vulneráveis, ou que possuam histórico familiar. Nas formas mais leves da doença, as manifestações aparecem apenas na infância tardia (pré-adolescência) ou já na vida adulta.

    Em casos mais amenos, há leve descamação da pele, de forma fina. Em situações mais graves, porém, a manifestação da doença já é detectada na primeira infância, e promove a descama de praticamente todo o corpo da pessoa, em especial couro cabeludo, palmas das mãos e plantas dos pés.

    Preconceito

    A doença não transmissível. Por isso o convívio social com portadores deve seguir normalmente. Mais do que efeitos físicos, o preconceito é o principal agente responsável pelo abalo psicológico no portador da patologia.

    Universidade Santo Amaro: 12/11/2019 12:02
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