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    Professor da Unisa participa de discussão na Câmara sobre a Prevenção do glaucoma

    A Câmara Municipal de São Paulo recebeu, nesta terça-feira (02/4), a abertura da campanha Abril Marrom, realizada durante todo o mês na capital paulista com o intuito de prevenir e combater os diversos tipos de cegueira. Neste ano, o tema central é o glaucoma, doença ocular que atinge cerca de 1 milhão pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

    O glaucoma leva à perda lenta da visão. E é responsável por 12,3% dos casos de cegueira irreversível, em adultos acima dos 40 anos de idade, de acordo com a SBO (Sociedade Brasileira de Oftalmologia).

    Apesar de não ter cura, a doença tem tratamento se detectada a tempo. A prevenção, no entanto, é um dos grandes desafios, segundo o médico oftalmologista Pedro Durães. “O grande problema do glaucoma é que é uma doença silenciosa. Não causa dor, não há perda da visão de forma acentuada nas fases iniciais. Por isso muitas pessoas só descobrem a doença nas fases finais”, explicou o oftalmologista.

    A principal recomendação médica é que pessoas acima dos 40 anos façam exame oftalmológico regularmente. “Pelo menos uma vez por ano devem fazer uma consulta ao oftalmologista. Só por meio desse exame é possível detectar a doença de forma precoce, e tratá-la de forma adequada”, disse Durães, que também é professor-titular da UNISA (Universidade Santo Amaro).

    Representante da secretaria municipal de Saúde, Ivan Caceres participou da abertura do Abril Marrom para divulgar as ações que a Prefeitura de São Paulo tem realizado para prevenir as doenças oculares. De acordo com Caceres, a secretaria tem aumentado a oferta de serviços por meio de convênios.

    Segundo Caceres, por causa dessas parcerias, existe uma rede de entidades especializadas que oferecem serviços gratuitos. “Os convênios que firmamos oferecem atendimento para todas as doenças oftalmológicas, em especial aos idosos, que enfrentam maiores problemas de visão”, declarou Caceres.

    Para ser encaminhado à rede conveniada, é necessário que o munícipe seja atendido previamente em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) ou AMA (Assistência Médica Ambulatorial).

    Presidente do ISA (Instituto Suel Abujamra), Caio Abujamra destacou o trabalho pioneiro da instituição no atendimento de casos de média e alta complexidade em oftalmologia. O instituto é um dos idealizadores da campanha Abril Marrom, hoje de abrangência nacional. “A população necessita de um atendimento oftalmológico de qualidade e, tão importante quanto isso, é conscientizar as pessoas sobre as diversas causas da cegueira e como ela pode ser evitada se o cidadão tiver acesso prévio a um bom atendimento”, disse Abujamra.

    O vereador Paulo Frange (PTB), que apoia a organização da campanha, apresentou uma proposta para alterar a Lei nº 16.434/2016, que estabeleceu o Abril Marrom na capital paulista, com o objetivo de ampliar as ações realizadas ao longo do mês.

    A intenção de Frange é integrar, durante o Abril Marrom, as secretarias municipais de Saúde, de Educação, da Pessoa com Deficiência e a de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. “Destaco que a secretaria de Trabalho é importante para incluirmos pessoas com cegueira dentro das cotas. É possível uma pessoa cega estar no mercado de trabalho e executar uma atividade, dentro do que lhe é permitido”, defendeu Frange.

    O vereador afirmou que espera aprovar a proposta de ampliação do Abril Marrom ainda neste ano. “80% das pessoas cegas poderiam estar enxergando hoje, se tivessem detectado a doença precocemente. Por isso a nossa responsabilidade se multiplica”, concluiu o vereador.

    Fonte: Câmara Municipal de São Paulo

    Universidade Santo Amaro: 05/04/2019 15:23
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