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    Simulador de Paciente Humano reproduz casos reais para alunos na Unisa

    Maurício, paciente com insuficiência renal, foi parar na urgência da unidade de saúde, por sentir muito enjoo e pressão alta. De que forma futuros médicos reagiriam aos apelos de dor e, depois, a uma parada cardiorrespiratória, por exemplo? Preparar alunos para a rotina e a tomada de decisões salvadoras de vida dos profissionais de saúde é um dos objetivos do Simulador de Paciente Humano do Centro de Simulação em Saúde da Universidade Santo Amaro - Unisa.

    “É como na aviação. Ninguém lê um livro de teoria e já vai pilotar um avião. O futuro piloto passa por um período extenso de simulação em um ambiente de aprendizado seguro, quando vai aprender como reagir às situações críticas que podem ocorrer colocando vidas em risco”, compara o responsável pelo Centro de Simulação, o médico e professor José Roberto Generoso Júnior.

    O espaço já é utilizado pelos alunos de medicina, enfermagem e demais cursos da área da Saúde. O objetivo é inseri-los na estratégia de ensino logo nos primeiros semestres, deixando-os familiarizados e confortáveis com a tecnologia utilizada nas principais faculdades de medicina do mundo. O simulador permite que sejam realizados procedimentos como entubação orotraqueal, compressão torácica, desfibrilação e cardioversão elétrica com alto grau de imersão e aprendizado por meio das metodologias ativas e fundamentalmente sem colocar a vida de pacientes em risco.

    Apesar de ser o protagonista do Centro de Simulação, o boneco simulador é apenas uma parte do treinamento. Antes dele entrar em cena, é elaborado um roteiro do que será apresentado simulando o ambiente de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou um setor de urgência e emergência. “Definimos junto com os experts de conteúdo os objetivos de aprendizado mensuráveis para cada cenário, que pode ser de um trauma, um parto, uma parada cardiorrespiratória ou mesmo a comunicação de notícias difíceis”, exemplifica o Professor Generoso.

    O Centro é dividido em três salas. A primeira é onde fica o “cérebro” de toda simulação. O professor dá voz ao paciente e controla a frequência cardíaca, a saturação de oxigênio, a pressão arterial e ritmos cardíacos por meio do computador. A segunda, de alto realismo, equipada com câmeras, microfones e equipamentos hospitalares reais, onde os alunos participam da simulação. A terceira conta com um miniauditório para os demais alunos que não participam diretamente da ação possam assistir e participar das discussões conduzidas pelo professor.

    Como os vidros são espelhados, quem está na atividade não consegue enxergar o professor ou a plateia, assim como acontece em salas de interrogatório. Depois que ocorre a simulação, os alunos participam da reunião de de brifieng, ou seja, vão analisar e discutir tudo que aconteceu no cenário, observando pontos que correram bem e oportunidades de melhoria, consolidando desta forma, o aprendizado. “Essa é a melhor metodologia que existe no ensino na área da saúde”, considera o professor.
     
    Atendimento ambulatorial

    Os alunos da Unisa também serão treinados para o atendimento ambulatorial, nas especialidades de clínica médica, ginecologia, pediatria, cirurgia e medicina da família. Foram construídos três consultórios para a simulação, mas, neste caso, é realizada com atores. “Podemos explorar cada vez mais as habilidades de comunicação dos nossos alunos. Através do vidro espelhado podemos analisar o atendimento do aluno e verificar quais as condutas escolhidas para o diagnósticos e tratamento do paciente”, explica.

    Universidade Santo Amaro: 10/06/2019 08:55
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