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    Conheça a síndrome do impostor e saiba como não cair nessa armadilha

    Uma nova síndrome psicológica tem arruinado a carreira de profissionais brilhantes em suas áreas de atuação. Trata-se da síndrome do impostor. Ainda que ela não esteja cataloga oficialmente pela Psicologia, ela tem o poder de destruir efetivamente com a autoestima do profissional que possui este transtorno.

    A síndrome do impostor age de forma sorrateira. Na maioria dos casos, o profissional nem sabe que ele mesmo se sabota por este desequilíbrio psicológico. Em linhas gerais, esta síndrome se caracteriza pela ausência de confiança no trabalho feito. Por exemplo, o seu chefe te elogia pelos resultados alcançados no mês, mas você credita isso à sorte ou ao acaso. Ou seja, não consegue se sentir merecedor do elogio, acha-se menos qualificado do que outros colegas ou, então, coloca-se sempre na condição de menos preparado ou qualificado para o trabalho em questão.

    “Esta síndrome é um conjunto de atitudes relacionadas à baixa consideração sobre si mesmo e sobre a eficácia no trabalho. Ela pode se desenvolver devido a questões crônicas relacionadas à autoestima, e também pela avaliação negativa a respeito de experiências pessoais, profissionais e familiares”, explica o professor e mestre em Psicologia da Universidade Santo Amaro – Unisa, Luiz Cláudio Bido.

    Um estudo internacional, realizado pela psicóloga Gail Matthews, da Universidade Dominicana da Califórnia, nos Estados Unidos, apontou que 70% dos profissionais bem-sucedidos possuem a síndrome do impostor em menor ou maior grau, em especial as mulheres. Isso pode estar relacionado também à luta por igualdade de tratamento profissional e à diferença entre salários de pessoas de gêneros diferentes, mas que atuam no mesmo cargo.

    Dados, de 2010, do Censo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostravam que as mulheres ganhavam, em média, 30% a menos do que os homens, mesmo atuando com o mesmo cargo ou função. Segundo o especialista da Unisa, o desenvolvimento desta síndrome pode também estar associado às questões relativas à autoestima de cunho mais geral e social: experiências com o corpo, com a aparência, com históricos pessoais de reconhecimento ou abandono e abuso.

    “A síndrome do impostor pode relacionar-se a todos esses elementos e, além disso, ela pode ser influenciada pelo ambiente em que a pessoa desenvolve seu trabalho e estudo, equipe de trabalho, metas propostas, formas de colaboração no ambiente de trabalho, entre outros”, aponta Bido, que complementa afirmando que este tipo de pessoa no trabalho “pode desenvolver posturas inseguras, deixar de opinar em reuniões, abster-se de elaborar pareceres ou críticas sobre determinados processos profissionais, levando a uma abstinência colaborativa prejudicial aos processos da equipe”.

    O que fazer para não se auto sabotar?

    Por se tratar de uma síndrome recente, pouco se tem publicado a respeito de tratamentos conclusivos. Entretanto, é indicado assim que identificar algum destes sintomas, procurar ajuda especializada de psicólogos e psiquiatras.

    “Neste caso, pode-se indicar um tratamento de base cognitiva-comportamental, que atuará no processo de modificação dessa aprendizagem sobre si próprio. É possível, ainda, alcançar essa mudança de atitude através de outras formas de terapia psicológicas e psicanalíticas”, afirma o professor da Unisa.

    Universidade Santo Amaro: 15/09/2020 14:03
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