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    Dia dos Professores: Superação e reinvenção marcam o ano dos docentes

    No ano em que o mundo foi surpreendido pela pandemia provocada pelo novo coronavírus, o setor educacional foi um dos que mais sentiu as mudanças provocadas pelos protocolos de segurança na saúde, em especial quanto ao isolamento social, o que levou professores e alunos a se distanciarem e, somente pelo auxílio de tecnologias de educação a distância conseguiram manter-se em dia com o ano acadêmico.

    Esta mudança, praticamente causada do dia para a noite, foi o maior desafio encontrado pelos docentes. Na Universidade Santo Amaro – Unisa esta realidade não foi diferente. Embora a Universidade possua um sistema de ensino a distância preparado para as demandas educacionais, com alta tecnologia e interação com os alunos, alterar a rotina de trabalho não foi uma tarefa simples.

    “O processo de adaptação não foi muito fácil, mas foi rápido”, relembra o coordenador adjunto dos cursos tecnológicos da Unisa, professor Rodrigo Médici. “Em pouco tempo, tive que adaptar minha casa para o home office. Além do espaço, foi preciso organizar as tarefas de casa, combinar os horários de trabalho com minha esposa, além de ajustar o plano e as metodologias de ensino”, complementa.

    Além da mudança do local de trabalho, outro ponto que alterou muito o método de ensino-aprendizagem foi o aprender a utilizar novas ferramentas tecnológicas, que permitiram o contato a distância com o aluno como se estivessem numa sala de aula. “O primeiro ponto importante foi lidar com a mudança, incertezas e permitir que o novo ingressasse em nosso cotidiano. O segundo foi acompanhar as dificuldades e transformá-las em oportunidades”, pontua a professora do curso de Pedagogia da Unisa, Silvia Gonçalves de Almeida.

    Empatia e novos conhecimentos

    Acostumados a manterem-se sempre atentos ao que há de novo no mundo educacional, a pandemia serviu, também, para os professores ampliarem seus conhecimentos, tanto de novas tecnologias quanto do método de ensinar e aprender dos alunos. “Os principais aprendizados foram a realidade das incertezas. Vale ressaltar que a profundidade em relação ao conhecimento é fundamental. Não podemos ficar na superficialidade”, afirma a professora Silvia.

    “Essas novas estratégias, plataformas e aplicativos trouxeram muitos aprendizados e também economia de tempo. Com certeza, todas as ações e tecnologias que trouxeram praticidade e bons resultados no ensino ficarão após a pandemia”, afirma a coordenadora adjunta do curso de Educação Física da Unisa, professora Fernanda Regina Pires

    Quando mudanças drásticas ocorrem, em geral, algumas pessoas têm dificuldades em se adaptar à nova realidade que se apresenta. Neste ponto, a empatia dos professores diante das dificuldades dos seus alunos foi ponto fundamental para o sucesso do aprendizado.

    “Outro fator que percebo ter sido alterado significativamente é a empatia, tanto de docentes quanto de discentes. Houve uma profunda e sincera compreensão dos desafios e realidades enfrentadas por cada um, de modo que isso gerou um maior senso de proximidade e de cumplicidade”, garante o professor Rodrigo. “Precisávamos ter um contato próximo com os alunos, mais sensível às suas dificuldades, que envolveram desde perdas de familiares para a Covid, e financeiras, por conta do aumento do desemprego. Então nossa atuação precisou mudar no sentido do afeto, da palavra de esperança e apoio aos alunos para que pudessem manter-se tranquilos e concentrados nos estudos, tanto quanto possível”, complementa a professora Fernanda.

    Universidade Santo Amaro: 15/10/2020 10:07
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